segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Mais um ano. Estou quase lá.

Mais um ano. Estou quase lá.
Pois é começa hoje o final de mais uma etapa, o que comecei á três anos e parecia estar tão longe do fim. Sou finalista.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Trabalho de Recurso Humanos

INTRODUÇÃO


A Revolução Industrial iniciada em meados do século XVII em Inglaterra veio trazer grandes alterações a nivel laboral em todo o mundo, esta consistiu num conjunto de mundanças tecnologicas com profundo impacto nas tecnologias de produção. O surgimento da máquina a vapor veio suplantar o trabalho humano, e a maioria do trabalho agricola foi revolucionado.
Até então imperava a manufactura e o artesanato. O artesanato consistia numa produção familiar , onde o produtor ou artesão possuia os meios de produção e o artigo produzido era na tutalidade elaborado na sua casa pela sua familia desde o inicio do processo produtivo até á sua finalização, e dai advinha o sustento da mesma. Nesta fase os artesãos encontravam-se sob o controlo de associações.
A manufactura ocorre com a divisão social da produção, onde cada rabalhadro realizava uma etapa de confecção de um único produto.
Devido à Revolução Industrial dá-se uma profunda alteração na vida das comunidades, os trabalhadores que estavam ligados ao cultivo dos campos e á produção artesanal são comfrontados com necessidade de deslocarem para conseguirem o sustento das suas familias, dando-se assim inicio a um movimento migratótio dos campos para as cidades e uma consequente agravante das más condições de vida dos operários.
Com todas estas alterações a nivel social e economico são enumeras as desigualdades sociais geradas pela revolução e pelo modelo socio- economico adopatdo pelas nações, assim surge um conceito ao qual a Igreja não foi indiferente a “ Questão Social”







A POSIÇÃO DA IGREJA NA “QUESTÃO SOCIAL”

A “ Questão Social”, foi ao longo do século XIX, um dos temas mais quentes das sociedades, vários foram os movimentos criados com o intuito de salvaguardar o trabalhador, lutando por um trabalho digno e pela defesa dos direitos humanos. Tentavam combater a miséria em que as classes operárias viviam, principal factor de criação de riqueza para outros extractos sociais.
A esta situação não ficou alheia a igreja nem o seu superior, Papa Leão XIII que em 15 de Maio de 1891 publicou uma carta aberta a todos os bispos onde são debatidas as condições das classes trabalhadoras.
A este documento é dado o nome de “Rerum Novarum”, e é apenas um dos documentos publicados pelo Papa Leão XIII, sobre as condições sociais, tendo este publicado também outros documentos tais como “Diuturnum”, que fala sobre a soberania política e “Immortale Dei “, sobre a constituição cristã dos Estados e “Libertas”, sobre a liberdade humana. Os sucessores do Papa Leão XIII denominaram esta encíclica como a “Carta Magna do Magistério Social da Igreja”.
Esta encíclica trata de questões levantadas durante a revolução industrial e pelas sociedades democráticas no final do Século XIX, o Papa apoiava o direito dos trabalhadores formarem sindicatos, considerando de incalculável vantagem as associações de socorro e previdência dos trabalhadores, recomendando mesmo a criação de associações de operários e que estas deverão ser prudentemente organizadas.
No entanto rejeitava o socialismo, repudiava o facto de estes instigarem nos pobres o ódio e a inveja contra os que possuem algo seu, sendo que estes pretendiam que toda a propriedade de bens particulares devia ser suprimida e que os bens de um indivíduo qualquer deviam ser comuns a todos, devendo a sua administração passar para os municípios ou mesmo para o Estado. Alerta pois para o facto de que esta solução não era válida, uma vez que para alem de prejudicar alguns trabalhadores não era solução para o conflito.
O Papa defende o direito á propriedade privada, e vê nela uma gratificação dos trabalhadores pelo seu trabalho e pelas suas poupanças, criticando a avidez e ganância de alguns por uma insaciável sede de poder, de riqueza e ambição.
A encíclica crítica fortemente a falta de princípios éticos e de valores morais da sociedade, tendo estes como principais causas dos problemas sociais. Refere ainda alguns princípios que deveriam ser utilizados na procura de justiça na vida industrial e socio-económica. Defenda a distribuição de riqueza, a intervenção do Estado na economia a favor dos mais pobres e desprotegidos bem como a caridade do patrono para com os trabalhadores.
No entanto embora defenda a intervenção do Estado alerta para o facto de que os homens não devem estar dependentes deste.
“…e não se apele para a providência do Estado, porque o Estado é posterior ao Homem, e antes que ele formar-se, já o Homem tinha recebido da natureza o direito de viver e proteger a sua existência.”
O Papa preocupava-se com a situação social da época sendo que com este documento faz um levantamento da situação de pobreza e miséria a que os trabalhadores estavam submetidos, criticando a concentração de riqueza num número muito pequeno de pessoas e do mau uso que dela faziam. Assim chama á igreja o papel de alertar para estas situações, uma vez que a situação é de tal ordem má que só apelando à religião se encontraria resposta eficaz para todas estas questões.
Embora justifique ser um erro considerar pobres e ricos, classes distintas, evidencia o facto de que cada um deve aceitar a sua condição uma vez que não seria possível que todos fossem ricos. No entanto realça o facto de que os ricos e os patrões não devem tratar os operários como escravos e classifica de vergonhoso o facto de estes serem utilizados como instrumento de lucro, salientado que estes devêm receber um salário para suportar as suas necessidades.
Com a Rerum Novarum e com os outros trabalhos publicados pelo Papa Leão XIII, deu-se início a uma nova forma de relacionamento entre a Igreja Católica e o mundo. A igreja começa a procurar no Evangelho soluções para os problemas da sociedade o que leva a uma abertura da própria igreja.
Com a publicação deste documento deu-se inicio á sistematização do pensamento social católico ao qual hoje em dia vulgarmente se chama de Doutrina Social da Igreja Católica.








Bibliografia:

http://pt.wikipedia.org
http://www.vaticano.va/holy
Carta Encíclica “ Rerum Novarum”